sábado, 16 de fevereiro de 2013

A Ilha Gourmet


Os nossos piratas navegavam há vários dias, com o mar bastante calmo, quando no horizonte avistaram algumas embarcações.
Eram barcos que eles nunca tinham visto antes. Tinham formato de utensílios de cozinha. Havia em forma de panela, de frigideira até de tabuleiro e os remos eram gigantes colheres de pau .Estupefactos perante tal frota, nem se deram conta que tinham sido rodeados.
Os estranhos barcos obrigavam-nos agora a navegar em direção a uma ilha desconhecida.
Quando desembarcaram descobriram que estavam na Ilha Gourmet, uma ilha onde tudo girava em torno da cozinha e da comida.
Todos usavam aventais e  chapéus de chef e pareciam muito atarefados, a verificar temperaturas de fornos ou pontos de açúcar.
Foi ainda no cais que veio ao encontro do Capitão Pirata, aquele que se apresentou como o governador da ilha, o Master Chef.
Foi com voz muito autoritária que lhes disse que para sairem daquela ilha teriam que inventar e cozinhar o mais suculento dos pratos e a mais deliciosa sobremesa.
-Mas nós somos Piratas! – disse o Capitão - Não somos cozinheiros.
O Master Chef nem quis saber dos protestos. Explicou-lhes que esta era a forma de conseguirem novas receitas, uma vez que a sua subsistência dependia delas.
-Nós os Gourmetianos – disse ele - sempre fomos cozinheiros e exportávamos para as ilhas vizinhas, pratos deliciosos. Acontece que, com o passar do tempo, os nossos vizinhos foram deixando de nos comprar os nossos produtos, pois queixam-se que não inovamos. Como vêm, somos uma ilha e a comunicação com outros povos não é fácil. Além disso, passamos todo o tempo a cozinhar. Não temos tempo para inventar novos pratos, não temos quem nos ensine novos e não podemos sair daqui para ir aprender. Decidimos então fazer isto. Raptamos barcos no mar, fazemos os marinheiros prisioneiros e só os libertamos quando nos ensinam novas receitas.
Sem armas nem alternativas, os Piratas reuniram-se e decidiram cooperar com os Gourmetianos. Quanto mais depressa conseguissem sair dali, mais depressa encontrariam o tesouro do Bisavô Zarolho.



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